Metamorfose

Grupo L’Oréal no Brasil realiza a 1ª edição do Prêmio Dermatologia + Inclusiva

Evento será realizado no 35º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, em Salvador e premiará quatro pesquisadoras com bolsas de R$50 mil

No próximo dia 25 de abril,  L'Oréal Brasil vai premiar quatro pesquisadoras com bolsas no valor de R$50 mil cada na 1ª edição do Prêmio "Dermatologia + Inclusiva". A cerimônia de premiação acontece durante o 35º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, em Salvador

As pesquisadoras vencedoras da premiação  tiveram seus estudos reconhecidos por contribuírem significativamente para o avanço de uma dermatologia mais inclusiva, ampliando o conhecimento sobre peles negras e seus cuidados específicos. "Não podemos generalizar que todos os tipos de pele são iguais. Cada fototipo e curvatura de cabelo possuem características distintas. Por isso, estamos empenhados em aprofundar o conhecimento sobre pele e cabelo de pessoas negras e, dessa forma, contribuir para a inclusão dessa população por meio da dermatologia", afirma Hanane Saidi, Diretora Geral da divisão L’Oréal Beleza Dermatológica no Brasil.

Estudos da L'Oréal mostram que o Brasil concentra 55 dos 66 tons de pele mapeados pela L'Oréal globalmente, reafirmando a importância do investimento da empresa em pesquisa e desenvolvimento para atender às necessidades específicas da beleza brasileira. Já a diversidade capilar brasileira, que abrange os 8 tipos de cabelo mapeados pela L’Oréal no mundo em um estudo científico, é hoje referência para desenvolver e testar produtos que atendam aos diversos tipos de cabelo.  Apesar de toda essa diversidade de pele e cabelo único, dados indicam que 44% dos dermatologistas brasileiros sentem-se pouco ou parcialmente preparados para diagnosticar e tratar adequadamente todos os tons e tipos. Para contribuir com a mudança desse cenário, o Grupo L’Oréal no Brasil, por meio da divisão de Beleza Dermatológica, criou o “Dermatologia + Inclusiva”.

“Na L'Oréal, acreditamos que a ciência deve estar a serviço de todos para oferecer produtos e tecnologias que celebrem a beleza única de cada brasileiro na sua diversidade. Investimos na pesquisa e inovação em cuidados com a pele e cabelos para todos os fototipos e todos os tipos de cabelos para poder trazer as melhores respostas à necessidade de cada um", explica Cristina Garcia, Diretora de Pesquisa Avançada de P&I para a América Latina. "Incentivar e reconhecer estudos por meio do Prêmio Dermatologia + Inclusiva, reforça esse compromisso com a representatividade, promovendo o conhecimento e cuidados específicos para a pele e cabelos da população negra, que representa a maioria da população brasileira”, afirma.

O Prêmio conta com um júri de especialistas renomados na área da dermatologia e ciências da saúde. Entre os jurados estão a Dra. Francisca Regina, Professora Titular de Dermatologia da Universidade do Estado do Pará e especialista em dermatopatologia; Jaqueline Goes, biomédica e pesquisadora em biotecnologia e patologia humana; Dr. Marco Rocha, médico dermatologista e professor da Universidade Federal de São Paulo, com PhD em acne adulta e hormônios; Patricia Maia Campos, farmacêutica e doutora pela USP, coordenadora do Núcleo de Estudos Avançados em Tecnologia de Cosméticos; e Dr. Sergio Schalka, dermatologista e pesquisador da USP, referência em fotoproteção. 

Confira abaixo as pesquisadoras premiadas e os trabalhos produzidos para a premiação:

Nadia Tavares El Kadi | RJ – Médica, pesquisadora e professora universitária, mestre em Medicina pela UERJ e doutoranda na UFF. Sua pesquisa foca em alopecias cicatriciais, especialmente em mulheres negras. Autora de artigos e capítulos de livros, foi premiada como jovem pesquisadora internacional no 13º Congresso Mundial de Pesquisa em Cabelo. Pesquisa: Estudo Do Couro Cabeludo Negro E Das Hastes Capilares Em Mulheres Saudáveis Através Da Dermatoscopia. Padronização Do Método E Normas Para Parâmetros Mensuráveis.


? Luciana Mattos Barros Oliveira | BA – Doutora em Endocrinologia pela USP, com pós-doutorado em Endocrinologia Reprodutiva pela Universidade Harvard. Professora de Fisiologia na UFBA, coordena o Ambulatório Transexualizador do HUPES-UFBA e supervisiona a residência em Endocrinologia e Metabologia. Também integra o Comitê de Atenção à Saúde LGBT da Bahia. 
Pesquisa: Uso De Dermocosmético Inovador No Tratamento De Acne Vulgar Em Homens Transgêneros Negros: Um Ensaio Clínico Duplo Cego.

 ? Sandra Eliza Fontes De Avila | SE – Professora no Instituto de Computação da UNICAMP desde 2017 e doutora em Ciência da Computação pela UFMG e Sorbonne Université. Suas pesquisas focam em Inteligência Artificial aplicada ao bem social, incluindo Aprendizado de Máquina, Visão Computacional e Processamento de Linguagem Natural, com ênfase em saúde e mídias sensíveis. Recebeu diversos prêmios, como o Google Latin America Research Awards e o Google Awards for Inclusion Research. Também foi reconhecida entre os 2% cientistas mais influentes do mundo (Stanford/PlosOne/Elsevier) e coorganiza o projeto Meninas Super Cientistas, incentivando mulheres em STEM.  Pesquisa: Peles Negras Importam: Modelos De Inteligência Artificial Para Análise De Lesões De Pele Negra.

 ? Ellen Maria Sampaio Xerfan | PA – Médica, dermatologista, doutora em Medicina Translacional pela UNIFESP, com pesquisa focada em vitiligo, sono e inflamação. Pós-doutoranda no Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, estuda os impactos dos distúrbios do sono na pele e em doenças cutâneas. Membro titular da SBD, possui mais de 30 artigos publicados e atua ativamente em congressos nacionais e internacionais. Pesquisa: Vitiligo Na Pele Negra: O Papel Da Vitamina D E Do Sono Como Coadjuvantes Na Proteção Da Pele E Na Indução À Repigmentação Cutânea Pela Fototerapia UVB.

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