Negócios

Natura avalia venda da Avon fora da América Latina com gestora brasileira IG4

Em 2023, a Avon International registrou receita líquida de R$ 6,3 bilhões e tem Reino Unido, Polônia, Turquia, África do Sul e Filipinas entre seus principais mercados

Firme em seu objetivo de restringir sua atuação à América Latina, a Natura mantém tratativas com a gestora de fundos IG4, especializado em ativos "estressados", para a venda da Avon International, operação responsável pelas operações da marca sob responsabilidade da Natura na Europa, África e Ásia-Pacífico e África. A empresa de venda direta emitiu Fato Relevante hoje (20/2), após uma analista da XP investimentos apontar as negociações entre as partes. 

De acordo com a Natura, as tratativas vem sendo mantidas em exclusividade, mas estão ainda em estágio inicial. 

A Avon International está baseada em Londres e opera de forma independente da Avon na América Latina, embora com alinhamento em relação a marca e ao P&D, cujo centro global migrou recentemente de Suffern, nos Estados Unidos, para o prédio da Natura em Cajamar.  Entre os principais mercados para a operação estão o Reino Unido, Polônia, Turquia, África do Sul e Filipinas. Em 2023, a Avon International registrou receita líquida de R$ 6,3 bilhões com R$ 475,9 milhões de EBITDA ajustado, mas a operação é uma dor de cabeça para a Natura desde que a companhia brasileira comprou sua rival norte-americana, em 2019.

Caso venha a se concretizar, a marca Avon teria três operações independentes no mundo, considerando a dos EUA, Canadá e Japão, hoje sob responsabilidade da companhia coreana LG H&H.

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